Meu gosto por desenhar pessoas, ainda na adolescência, e minha afinidade com a criatividade me levaram a cursar Arquitetura na UFPB, profissão que exerci por 15 anos.
Mais tarde, o excesso de trabalho, o perfeccionismo e a alta cobrança pessoal contribuíram para um sério transtorno de ansiedade generalizada. Meu médico me fez compreender que o tratamento exigiria algo além de medicamentos e terapia: eu precisava aprender a desacelerar.
Na busca por me reconectar comigo mesma, com minha fé e com minha essência artística, encontrei a aquarela — e, nela, também me encontrei. Não tive dúvidas de que queria me dedicar ao que sempre me encantou: os retratos de pessoas.
Aos poucos, a aquarela foi ganhando um espaço maior na minha vida. Eu não queria praticar apenas como um hobby, mas eu não via sentido trabalhar em outro lugar que não fosse no atelier, pintando, e também mais próximo às minhas filhas.
Anos depois, fechei meu escritório de arquitetura para me dedicar às aquarelas. Foi assim que nasceu o Pincel Vegano, meu ateliê.